No primeiro ano da faculdade, ganhei da mãe uma térmica pequena pra levar café. Numa dessas, ela caiu um buleu e se espatifou em mil pedacinhos. Nesse dia, fiquei sem café.
Na metade do ano passado, eu tava tomando um mate com o Juan e a térmica começou a vazar. Fui até a cozinha, esvaziei a garrafa e tirei o fundo pra ver se o vidro tava rachado/rachando. Caiu no chão e também se espatifou em mil pedacinhos.
Hoje, estávamos o Juan e eu no quadrado, quando eu tirei a térmica de dentro da mateira e pus ela do meu lado, peguei a cuia e quando fui pegar a térmica de novo, adivinha... bati nela muito sem querer e muito de leve e ela caiu de lado se espatifando em mil pedacinhos.
A gente sempre vai pro quadrado com o mate e esquece de levar casaco e tem que voltar cedo. Hoje eu levei. A gente tava bem quentinho. Só que ficamos sem o mate.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Essas letras
Todo mundo sabe que quando eu entrei pra universidade eu queria fazer artes ou design. Mas me chamaram primeiro pra letras e eu optei por fazer a matrícula. O engraçado é que depois me chamaram pra artes, mas eu não quis tentar me desmatricular das letras e fazer a matrícula nas artes, pensei que deixava pra depois, pedia reopção, fazia o vestibular de novo, enfim.
Eu contava os dias pra pedir reopção, chegava em casa e não sabia o que fazer pra sair do curso. Acabei trancando duas disciplinas (e, por acaso, é por isso que vou atrasar minha formação em um ano). Quando chegou o período de reopção, o curso tinha me amaciado com batedor de bife e eu não queria mais ir embora. Tive ainda uns três semestres de crise existencial por não ter pedido reopção, mas no fim eu sempre resolvia ficar.
Esses tempos minha tia me perguntou se eu não pensava mais em ir pras artes. Não. Sosseguei a bunda na cadeira agora. Não quero sair da Federal sem ter terminado esse curso. E eu não me imagino fazendo mais nada. Parece que as letras e eu nascemos uma para a outra.
Esse curso dos inferno me ensinou a ler, e ler diferente, ler loucamente. Eu não tinha o hábito da leitura até, mais ou menos, os treze anos, e quando comecei, lia coisas não muito bem cotadas - não, eu não me arrependo. Mas os caras me fizeram ver coisas que, meu deus, eu nunca imaginaria. Além de que o curso é um formador identitário. Eu venho me formando como pessoa ao mesmo tempo que entendo as pessoas.
Enfim, é lindo. Só o que eu sei é que eu não posso, e não quero, nunca me desligar do universo das letras.
Maristela, Aulus e Imgart, vocês são mais que exemplos, vocês são objetivos pra mim.
Eu contava os dias pra pedir reopção, chegava em casa e não sabia o que fazer pra sair do curso. Acabei trancando duas disciplinas (e, por acaso, é por isso que vou atrasar minha formação em um ano). Quando chegou o período de reopção, o curso tinha me amaciado com batedor de bife e eu não queria mais ir embora. Tive ainda uns três semestres de crise existencial por não ter pedido reopção, mas no fim eu sempre resolvia ficar.
Esses tempos minha tia me perguntou se eu não pensava mais em ir pras artes. Não. Sosseguei a bunda na cadeira agora. Não quero sair da Federal sem ter terminado esse curso. E eu não me imagino fazendo mais nada. Parece que as letras e eu nascemos uma para a outra.
Esse curso dos inferno me ensinou a ler, e ler diferente, ler loucamente. Eu não tinha o hábito da leitura até, mais ou menos, os treze anos, e quando comecei, lia coisas não muito bem cotadas - não, eu não me arrependo. Mas os caras me fizeram ver coisas que, meu deus, eu nunca imaginaria. Além de que o curso é um formador identitário. Eu venho me formando como pessoa ao mesmo tempo que entendo as pessoas.
Enfim, é lindo. Só o que eu sei é que eu não posso, e não quero, nunca me desligar do universo das letras.
Maristela, Aulus e Imgart, vocês são mais que exemplos, vocês são objetivos pra mim.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
E-mail pro Papai Noel
Ser criança é foda porque a gente não pode dar presente de natal porque a gente não tem salário.
Comecei hoje a encomendar os presentes de Natal. Eu sei que parece cedo, mas só assim eu vou conseguir dar o que eu quiser pra quem eu quiser.
Tô me sentido gente grande.
Comecei hoje a encomendar os presentes de Natal. Eu sei que parece cedo, mas só assim eu vou conseguir dar o que eu quiser pra quem eu quiser.
Tô me sentido gente grande.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Sim, eu gastei quase todo o meu salário em três dias. Se eu tô arrependida? Bem capaz.
Trabalhei quase dois meses antes de receber, se eu não puder converter dinheiro em coisas legais, não tem porque eu trabalhar. Eu sei que um dia eu vou precisar sustentar uma casa, mas enquanto eu não tenho, é melhor que eu aproveite.
O que ia ser mais legal no fim das contas?
600 reais guardadinhos no banco OU um violão, 9 livros novos e mais umas bugigangas?
Trabalhei quase dois meses antes de receber, se eu não puder converter dinheiro em coisas legais, não tem porque eu trabalhar. Eu sei que um dia eu vou precisar sustentar uma casa, mas enquanto eu não tenho, é melhor que eu aproveite.
O que ia ser mais legal no fim das contas?
600 reais guardadinhos no banco OU um violão, 9 livros novos e mais umas bugigangas?
terça-feira, 8 de julho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Meus olhinhos cinzentos
Eu tava apaixonada por aqueles olhos cinzentos.
Ainda ontem, tinha ido em uma papelaria e visto um gatinho estampado em caderno, igual à ela. Não, igual, não: não chegava aos pés dela, mas lembrava.
Desde domingo, tô que faço tudo pela metade. Metade fazendo o que tem que se fazer, metade pensando nela.
Eu sei que eu tenho o coração mole, mas esse bichinho me cativou pra caramba em quase nada de tempo. Cativou todo mundo, pra falar a verdade.
Eu vou sentir tanta saudade daquelas patinhas peludas, das tentativas de pulo de cima da cama, das sonecas no edredom do tio Juan. Nem deu tempo de comprar aquela whiskas, nem de fazer a colchinha de tricô que eu tinha prometido. Eu achei que ia ser pra sempre.
Eu não acredito em céus nem nada desse tipo, mas eu desejo profundamente, todos os dias, que existam, e que a essa hora a minha Amorinha teja tirando um cochilo bem quentinho em uma nuvem lá no Céu dos Gatinhos.
Ainda ontem, tinha ido em uma papelaria e visto um gatinho estampado em caderno, igual à ela. Não, igual, não: não chegava aos pés dela, mas lembrava.
Desde domingo, tô que faço tudo pela metade. Metade fazendo o que tem que se fazer, metade pensando nela.
Eu sei que eu tenho o coração mole, mas esse bichinho me cativou pra caramba em quase nada de tempo. Cativou todo mundo, pra falar a verdade.
Eu vou sentir tanta saudade daquelas patinhas peludas, das tentativas de pulo de cima da cama, das sonecas no edredom do tio Juan. Nem deu tempo de comprar aquela whiskas, nem de fazer a colchinha de tricô que eu tinha prometido. Eu achei que ia ser pra sempre.
Eu não acredito em céus nem nada desse tipo, mas eu desejo profundamente, todos os dias, que existam, e que a essa hora a minha Amorinha teja tirando um cochilo bem quentinho em uma nuvem lá no Céu dos Gatinhos.
Assinar:
Postagens (Atom)